Lunes, 30 de noviembre de 2009

Comunicado final de los Obispos de Mozambique (enviado a la agencia Fides) publicado al final de la segunda Asamblea Plenaria que se ha concluido el 7 de noviembre de 2009. 

COMUNICADO DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE MOÇAMBIQUE
ÀS COMUNIDADES CRISTÃS E A TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE  

1.      Introdução: 

Os Bispos de Moçambique e os Administradores Apostólicos da Diocese de Tete e da Diocese do Guruè, reunidos no Seminário de Santo Agostinho da Matola, saúdam-vos e desejam-vos a paz e o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

O Senhor Cardeal D. Alexandre, apesar de ter saído do hospital há pouco tempo, esteve presente na nossa assembleia desde o princípio até ao fim. Desejamos-lhe uma rápida e inteira convalescença. 

O Senhor D. Adriano Langa, por motivo do seu trabalho pastoral com os emigrantes e deslocados, e o Senhor D. Bernardo Filipe Governo, por motivo de doença, não estiveram presentes, mas sentimo-los espiritualmente unidos a nós na nossa assembleia. 

O Senhor Administrador Apostólico da Diocese do Guruè chegou só no dia 4, por falta de transporte de Quelimane para Maputo. Muito bem vindo! 

A nossa assembleia começou no dia 3 de Novembro, de manhã, com a concelebração eucarística, presidida pelo Presidente da Conferência Episcopal, o Senhor D. Lúcio  

Andrice Muandula, Bispo de Xai-Xai. Na homilia, partindo da palavra de S. Paulo aos Romanos, chamou-nos a atenção para a grande variedade de dons com que o Espírito Santo nos enriquece a cada um de nós para fazermos crescer a Igreja, Corpo de Cristo. E tomando a palavra do Evangelho advertiu que estes dons do Espírito Santo podem ser recusados e desprezados – E por isso, a santidade de cada um, a evangelização, a paz e o amor entre os homens não crescem, na medida em que deveriam crescer – Esta mensagem é para nós Pastores, e para vós cristãos das nossas Dioceses. Jesus conta connosco, e conta também convosco para a realização da sua missão de salvação da humanidade. 

No discurso de abertura, o Presidente da Conferência, depois de saudar todos os Bispos presentes, saudou, em especial, o Senhor Administrador Apostólico de Tete, Rev. Pe. Tiago Palagi, e o Senhor Administrador Apostólico do Guruè, Rev. Pe. Renato Comastri. 

Depois lançou um desafio à assembleia para a levar a reflectir se estamos a desempenhar plenamente a nossa missão, segundo as exigências da Igreja e da sociedade dos nossos tempos, ou se não terá chegado a hora de nos renovarmos, e de renovarmos também os esquemas do nosso trabalho apostólico? 

As respostas ao desafio foram surgindo, apontando para a “Segunda Assembleia Especial, do Sínodo dos Bispos para a África” como processo de renovação. 

Por isso vamos comunicar-vos alguns pontos fundamentais da mensagem que os Padres Sinodais enviaram a todo o Mundo. 

2.      II Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a África: 

“A Igreja em África, ao serviço da Reconciliação da Justiça e da Paz -Vós sois o sal da terra; Vós sois a luz do mundo”. 

Esta assembleia sinodal realizou-se em Roma, de 4 a 25 de Outubro, tendo participado nela sete Bispos e dois leigos de Moçambique: D. Jaime Gonçalves, Arcebispo da Beira; D. Lúcio Andrice, Bispo de Xai-Xai; D. Francisco Chimoio, Arcebispo do Maputo; D. Francisco Silota, Bispo de Chimoio; D. Germano Grachane, Bispo de Nacala; D. Adriano Langa, Bispo de Inhambane; D. Ernesto Maguengue, Bispo de Pemba; e os leigos, Senhor Ermelindo Monteiro e Dª Filomena José Elias. 

3.      Mensagem dos Padres Sinodais: 

Os Padres sinodais escreveram uma mensagem dirigida a toda a Igreja, à Família de Deus em todo o mundo; mas esta mensagem é dirigida, de modo especial à Igreja em África. Por isso, nós povo de Moçambique, devemos tomar para nós este apelo dos Bispos do Sínodo: “a todos e a cada um, fazemos o apelo de nos darmos as mãos e enfrentarmos os desafios da Reconciliação, da Justiça e da Paz, na África”. 

4.      Cristo nossa Paz: 

Que devemos fazer para responder a este apelo? – Correr para Cristo nossa Paz. 

Deus é quem reconcilia o mundo consigo, em Cristo. E Deus escolheu-nos a nós como embaixadores de Cristo para levarmos ao mundo a mensagem da reconciliação. 

No caminho da reconciliação está o perdão – Não há reconciliação sem perdão. O verdadeiro perdão transforma os inimigos em amigos, as vítimas em irmãos e irmãs. 

Este é o caminho para acabar com os ódios, as vinganças e as guerras. 

5.      O Sacramento da Reconciliação: 

Cristo deixou-nos o sacramento da reconciliação para renovarmos continuamente a nossa amizade com Deus. Este sacramento tem uma força e eficácia muito própria para nos reconciliar uns com os outros. “Antes de ofereceres a tua oferta, vai reconciliar-te com teu irmão, e depois vem apresentar-te diante de Deus”. 

6.      A Igreja Família: 

A história da Igreja primitiva conta que os gentios costumavam dizer dos cristãos “Vede como eles se amam”. Isto continua a ser verdade: os cristãos das Igrejas locais da África ajudam-se e prestam serviços uns aos outros. E também as Igrejas da Europa e da América prestam serviços às Igrejas de África. É preciso fortalecer e aprofundar as relações familiares já existentes. É assim que a Igreja vive em espírito de família. 

7.      A Igreja em África: 

A Igreja em África tem crescido muito. Demos graças ao Senhor da messe. Mas ainda há muita gente em África que não conhece Jesus Cristo. Os cristãos devem aceitar a responsabilidade de anunciar Jesus Cristo aos seus irmãos de África, de todas as maneiras; devem aceitar a responsabilidade de serem embaixadores de Cristo para a reconciliação, a justiça e a paz, na África e no mundo. 

8.      Prioridades: 

Jesus Cristo é a grande prioridade; é o maior bem que podemos oferecer aos povos da África – Na África há muitas carências, muitas doenças, muita ignorância, muita exploração da fraqueza das pessoas… É verdade. E há um povo que anseia por superar a miséria, as doenças, a ignorância, a falsidade, a opressão… “Cristo é a Verdade que te libertará” – África, Cristo vem ao teu encontro; Ele põe a sua Igreja ao teu serviço para te guiar pelos caminhos da Reconciliação, da Justiça e da Paz – Responde ao convite de Cristo; confia n’Ele; entrega-te a Ele. 

9.      Seminários e Ano Sacerdotal: 

A nossa assembleia passou um dia inteiro a reflectir sobre os Seminários de S. Pio X e de Santo Agostinho, para poder encontrar sacerdotes idóneos para Directores Espirituais e Formadores, para os dois seminários. Encontrou solução para o problema, mas só levantando outros problemas; tirando sacerdotes de paróquias e de outros serviços nas suas Dioceses sem os poder substituir devidamente.

Estamos no ano sacerdotal. Vamos pôr em prática a recomendação de Jesus “pedi ao Senhor da messe que mande operários” – Vamos insistir, pedindo com muita fé ao Pai que dê à sua Igreja muitos e santos sacerdotes, muitas e santas vocações para o sacerdócio e para a Vida Consagrada. 

10.    Visita do Senhor Núncio Apostólico: 

No fim da manhã do dia 3, o Senhor Núncio D. António Arcari visitou-nos, como um sinal vivo da nossa comunhão com o Santo Padre. Foi saudado pelo Presidente da Conferência Episcopal que agradeceu a sua presença e o seu serviço a esta Igreja em Moçambique. 

Na sua exortação, o Senhor Núncio recomendou sobretudo o cuidado a ter na formação dos candidatos ao sacerdócio, nos seminários. 

Em sinal da amizade aceitou ir almoçar connosco. 

11.    Eleições: 

Devemos louvar e dar graças a Deus porque todo o período eleitoral correu em ambiente de boa ordem, respeito mútuo e sem violências. Por isso louvamos o nosso povo e os organizadores da campanha e do acto eleitoral. Já se caminhou muito nas sendas da democracia.

Por outro lado, apesar dos resultados finais serem evidentes e indiscutíveis, lamentamos que as garantias para “eleições livres, justas e transparentes, tenham sido frustradas em muitos lugares, por irregularidades que não ajudam a boa formação política do nosso povo. Por isso temos de continuar a trabalhar pelo crescimento da consciência da cidadania e pela responsabilidade social e política de cada cidadão.

 

12.    Obras Missionárias Pontifícias: 

Foi nomeado novo Director das Obras Pontifícias Missionárias em Moçambique. É o Rev. Pe. Atanásio Canira, o qual sucede ao Rev. Pe. Inácio Mole. 

Agradecemos o trabalho do Pe. Inácio que se empenhou em dar nova vida às P.O.M., visitando as Dioceses e promovendo a nomeação de directores diocesanos. 

As Obras Pontifícias Missi


Publicado por verdenaranja @ 21:31  | Hablan los obispos
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