Mi?rcoles, 21 de julio de 2010

Documento Final del IX Encuentro de las Conferencias Episcopales de los pa?ses de habla portuguesa que se celebr? en Santo Tom? del 2 al 9 de julio de 2010.?

COMUNICADO FINAL

do IX Encontro das Presid?ncias das Confer?ncias Episcopais
dos Pa?ses Lus?fonos
S?o Tom?, 2‑8 de Julho de 2010?

???????? O IX Encontro das Presid?ncias das Confer?ncias Episcopais dos Pa?ses Lus?fonos teve lugar na cidade de S?o Tom?, capital da Rep?blica Democr?tica de S?o Tom? e Pr?ncipe, de 2 a 8 de Julho de 2010.?

1.????? Foram estes os participantes, aqui enumerados por ordem alfab?tica das na??es donde procedem: D. Filomeno Vieira Dias, Vice‑Presidente da CEAST e Bispo de Cabinda, Angola; D. Em?lio Sumbelelo, Secret?rio‑Geral da CEAST e Bispo do U?ge, Angola; D. Lu?s Soares Vieira, Vice‑Presidente da CNBB e Arcebispo de Manaus, Brasil; D. Arlindo Gomes Furtado, Bispo da Praia e Administrador Apost?lico do Mindelo, Cabo Verde; D. Jos? C?mnate na Bissign, Bispo de Bissau, Guin?‑Bissau; D. Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafat?, Guin?‑Bissau; D. L?cio Andrice Muandula, Presidente da CEM e Bispo de Xai‑Xai, Mo?ambique; D. Francisco Chimoio, Vice‑Presidente da CEM e Arcebispo de Maputo, Mo?ambique; D. Jorge Ferreira Ortiga, Presidente da CEP e Arcebispo de Braga, Portugal; P. Manuel Moruj?o, Secret?rio‑Geral da CEP; P. Jos? Maia, Presidente da FEC, Portugal; D. Manuel Ant?nio dos Santos, Bispo de S. Tom? e Pr?ncipe. Participaram ainda, em parte dos trabalhos, a Dra. Dulce ?vora, jornalista da R?dio Vaticano, de Cabo Verde; e os Drs. F?tima Viegas e Zeferino Juliana, da Associa??o Crist? de Gestores e Dirigentes, de Angola.?

2.????? Todo o grupo se sentiu muito bem acolhido em S?o Tom? pelo Bispo local, pelas Congrega??es religiosas e pelas Comunidades das Par?quias que visitou, tendo em todas rezado e nalgumas celebrado a Eucaristia. Foi uma experi?ncia de particular consola??o e j?bilo participar na ordena??o presbiteral do Padre diocesano Fausto Matos e na celebra??o dos 25 anos de sacerd?cio de D. Manuel Ant?nio dos Santos. Todo o grupo se sentiu confortado pela f? do povo irm?o santomense, manifestada particularmente nas celebra??es eucar?sticas muito participadas e festivas.?

3. ???? Foram dados a conhecer e apresentados 4 documentos: ? Declara??o final da ?Consulta P?s‑Sinodal: um novo Pentecostes para a ?frica?, promovido pela C?ritas‑?frica e pelo Departamento Justi?a e Paz do SECAM, realizado em Maputo de 23 a 26 de Maio de 2010; ? ?Comunicado do F?rum das C?ritas Lus?fonas?, realizado na Guin?‑Bissau, de 26 de Abri a 2 de Maio de 2010; ? ?O empenho da Igreja Cat?lica na Guin?‑Bissau?, preparado pelos Bispos e pela C?ritas do pa?s, a 28 de Junho de 2010; ? ?A ac??o da Igreja contra a pobreza nos pa?ses lus?fonos?, n.? monogr?fico do boletim da Funda??o Evangeliza??o e Culturas, de Julho de 2010.??

4.????? Os Bispos manifestaram o seu agrado pela presen?a neste encontro de uma delegada da R?dio Vaticano e pelo particular servi?o que esta emissora vai dando ao continente africano, mormente no combate ? pobreza, atrav?s dos seus programas. A sua presen?a em S?o Tom? e Pr?ncipe foi tamb?m uma ocasi?o para reportagens radiof?nicas sobre a mulher, reconhecida como uma das principais v?timas da pobreza, a quem ? preciso dar aten??o para potencializar as suas capacidades de promo??o social.?

5.????? Os participantes tiveram ocasi?o de contactar com as autoridades locais, sendo‑lhes concedida uma audi?ncia pelo Sr. Presidente da Rep?blica, Dr. Fradique Bandeira Melo de Menezes, e um encontro com o Sr. Primeiro‑Ministro, Dr. Joaquim Rafael Branco. Ambos manifestaram o seu grande apre?o pela ac??o da Igreja Cat?lica no arquip?lago de S?o Tom? e Pr?ncipe, no campo religioso e de ac??o social e como elemento pacificador.?

6.????? Feita uma avalia??o destes encontros, foram sublinhados os seguintes pontos: ? dever?o continuar a realizar‑se de dois em dois anos; ? a troca de experi?ncias e projectos de Igrejas irm?s, ligadas por uma l?ngua comum e por uma hist?ria com muitos pontos de contacto, ? ?til e enriquecedora; ? ? de fomentar a promo??o de iniciativas que visem a entreajuda das diversas Igrejas, como a do acolhimento de estudantes provindos dos respectivos pa?ses e a colabora??o na ?rea da forma??o teol?gica e outros campos pastorais (catequistas, meios de comunica??o social, voluntariado de leigos); ? cada encontro ter? um tema central, como aconteceu no presente ano, que dever? ser comunicado a todos os participantes, pelo menos, com meio ano de anteced?ncia; ? o tema e a organiza??o log?stica ser?o da responsabilidade do episcopado do pa?s que acolher o encontro; ? os servi?os de secretariado continuar?o a ser confiados ? FEC.?

7.????? O pr?ximo encontro ser? no ano 2012. Ficou decidido contactar os Bispos de Timor Leste, a fim de se saber da viabilidade da sua realiza??o nessa Igreja irm? da Oce?nia. Caso n?o seja poss?vel, ter? lugar em Angola, retomando a lista dos pa?ses da lusofonia, por ordem alfab?tica.?

8.????? O tema do presente encontro foi escolhido tendo em conta o Ano internacional da luta contra a pobreza e a exclus?o social e a crise econ?mico‑financeira que se faz sentir nos cinco continentes, sobretudo nas camadas mais pobres. Da larga reflex?o dos participantes, tendo em conta os contextos dos respectivos pa?ses da lusofonia, destacamos as seguintes conclus?es:?

8.1. ? Os objectivos do mil?nio, que deveriam estar alcan?ados em 2015, est?o muito longe de serem atingidos. Com efeito, o fosso entre ricos e pobres tem aumentado. Basta verificar que, nos ?ltimos 30 anos, duplicou o n?mero de pessoas que vivem com menos de um d?lar por dia, nos pa?ses menos desenvolvidos. Pede‑se especialmente aos l?deres da Uni?o Europeia que honrem o seu compromisso de disponibilizar 0,7% do rendimento nacional para ajuda p?blica ao desenvolvimento.??

8.2.?? Para haver menos pobreza e mais desenvolvimento, entre outras coisas, ? fundamental tomar medidas no campo da partilha da terra e da distribui??o da riqueza, sem esquecer o combate ? corrup??o e a promo??o de empregos dignos. Tarefas priorit?rias s?o ainda apostar na educa??o, investir na promo??o da justi?a e na forma??o profissional e no desenvolvimento dos servi?os de sa?de. Nas suas actividades educativas e sociais, a Igreja tem direito a usufruir, em igualdade de circunst?ncias com outras institui??es civis, dos recursos existentes para essas finalidades.?

8.3.?? A Igreja, sem esquecer o papel dos Estados, Governos e das m?ltiplas institui??es que trabalham no campo social, deve assumir, com liberdade e coragem, o seu papel prof?tico de an?ncio do Evangelho e de den?ncia das injusti?as. A Igreja nunca deve ter medo de evangelizar, naquilo que esta miss?o significa: an?ncio, testemunho de vida e comunh?o, di?logo e colabora??o com os outros e servi?o generoso a todos, com prefer?ncia pelos mais necessitados.?

8.4. ? Estando v?rios pa?ses da lusofonia a celebrar o 35? anivers?rio da sua independ?ncia, sublinhou‑se a import?ncia dos cat?licos participarem, de um modo mais interventivo e respons?vel, na constru??o de uma sociedade justa e fraterna. Importa alicer?ar cada vez mais a ac??o social da Igreja no compromisso das comunidades crist?s que, para al?m de serem comunidades de f?, dever?o assumir‑se como comunidades de desenvolvimento integral de todos os seus membros. ? desej?vel promover uma monitoriza??o das pol?ticas or?amentais que os v?rios governos tra?am para os seus pa?ses, atrav?s da forma??o de t?cnicos devidamente preparados que possam colaborar com as administra??es p?blicas de cada pa?s e com as organiza??es internacionais financiadoras, de modo a garantir que as verbas or?amentadas para o desenvolvimento social sejam efectivamente utilizadas para os fins a que se destinam.?

8.5. A Igreja possui um rico patrim?nio de doutrina social, que importa explorar e apresentar, dentro e fora das suas fronteiras. Na ?ltima Enc?clica do Papa Bento XVI ?Caritas in Veritate? encontram‑se preciosas directivas, nomeadamente sobre o desenvolvimento humano e a promo??o do bem comum.?

8.6.?? Perante o panorama das graves defici?ncias no campo social, nos pa?ses do norte e do sul, a Igreja assume o papel de advogada e amparo dos pobres e exclu?dos, como op??o de f?, sem demiss?es nem des?nimos na constru??o dos ?novos c?us e da nova terra?, sabendo que ? preciso criar utopias em nome da esperan?a crist?, cultivando o que o Papa Jo?o Paulo II apelidou da ?fantasia da caridade?.?

9. ???? Ao terminar este encontro em S?o Tom? e Pr?ncipe, os participantes prop?em o exemplo de S?o Tom? no seu testemunho de f? (?Meu Senhor e meu Deus!?) no nosso mundo, que Deus ama e pelo qual d? a vida, e invoca Santa Maria M?e de Deus, ?Estrela do mar?, que sempre acompanha a todos com amor de M?e.?

S?o Tom?, 8 de Julho de 2010


Publicado por verdenaranja @ 16:35  | Hablan los obispos
 | Enviar