Jueves, 11 de noviembre de 2010

Nota de los Obispos de Angola por los 35 a?os de independencia (Fides)?

NOTA PASTORAL sobre o 35? Anivers?rio da Independ?ncia de ANGOLA

1. Aproxima-se o dia 11 de Novembro, em que n?s, angolanos, vamos celebrar o 35? anivers?rio da Independ?ncia Nacional. Foram sete lustros de hist?ria, em que n?s mesmos assumimos, como Na??o, a responsabilidade do nosso destino.

Destes 35 anos, 27 decorreram em clima de guerra e oito decorreram em clima de Paz. No per?odo de guerra, muitas feridas se abriram no cora??o dos angolanos, as quais, felizmente, t?m vindo a cicatrizar. Rogamos ao Senhor que esta cura seja completa sem qualquer perigo de reca?da alguma.

O efeito da guerra era duplamente negativo: por um lado, desfazia o que estava feito; por outro lado, n?o deixava refazer o que estava desfeito.

2. Saudamos com regozijo os progressos que se registaram nestes oito anos da paz: as vias de comunica??o, de per si vitais para o progresso, reconheceram um avan?o que honra a governa??o e facilita a vida dos cidad?os. Sobretudo, a liga??o das periferias com a Capital do Pa?s conheceu um avan?o ineg?vel.

Com n?o menor regozijo, saudamos as escolas criadas nos centros municipais e comunais do Pa?s, bem como as estruturas sanit?rias.

3. Por?m, reconhecemos que urge avan?ar mais. N?o somente as escolas, mas tamb?m os servi?os prim?rios de sa?de t?m que entrar nas nossas aldeias, de forma que qualquer doente ou mesmo parturiente possa ter o devido atendimento.

A ?gua pot?vel ? um bem precioso e essencial, a que todo o cidad?o deve ter acesso f?cil. E hoje, outro tanto se deve dizer da energia e da habita??o, sem o que um povo vive marginado da civiliza??o actual.

Por sua vez, as vias de comunica??o chamadas terci?rias reclamam um tratamento que as torne convenientemente utiliz?veis. S? assim poderemos evitar a disparidade de condi??es de vida entre os nossos concidad?os e entre as assimetrias que os discriminam.

4. No sector social, de modo particular na educa??o, seria fechar os olhos ? verdade n?o reconhecer o contributo da Igreja. Obstaculiz?-la, agora, na continua??o deste seu mister, seria privar o pa?s do melhor contributo que parceiro algum lhe pode proporcionar, como afirmou, ainda n?o h? muito, um qualificado membro do Governo. Por isso, ajudar a Igreja a reconstruir suas escolas e suas estruturas sanit?rias n?o ? privilegi?-la, ? ajud?-la a colaborar melhor no desenvolvimento do Pa?s.

???????? 5. Preocupa-nos, sobremaneira, a inseguran?a que amea?a a vida humana, como a fome, a viol?ncia e os acidentes principalmente estradais. Num Pa?s como Angola, riqu?ssimo em recursos alimentares, ? imperdo?vel a fome que ainda aflige irm?os nossos nalgumas regi?es. ? urgente tomar as necess?rias medidas para modificar t?o dolorosa situa??o.

Por sua vez, a viol?ncia, sobretudo dom?stica, torna-se cada vez mais not?cia da comunica??o social. Ningu?m ignora os malef?cios que esta situa??o provoca na fam?lia. Por isso, apelamos a todos os pais que fa?am dos seus lares a viv?ncia do Reino de Deus, que ? ?justi?a, paz, alegria no Esp?rito Santo? (Ro 14, 17).

Enfim, os acidentes nas vias rodovi?rias v?o ceifando v?timas de forma impressionante. Os condutores n?o devem esquecer que o volante ? uma arma cujo manuseio requer sumo cuidado e respeito pela vida. Tamb?m aqui, apelamos aos condutores para que defendam a vida, evitando todos os perigos que a podem amea?ar.

6. A defesa do ambiente deixou de ser uma p?gina de mera cultura para se tornar uma tarefa e um dever universais. Destruir o ambiente ? tornar a terra inabit?vel, ? acabar com a vida humana sobre a mesma terra. Ao criar o homem, Deus colocou-o no ?den, para ?o cultivar, e tamb?m para o guardar? (Gen 2, 15). Daqui, a responsabilidade humana em respeitar a natureza sem a degradar com uma explora??o irracional, o que infelizmente est? a acontecer. Por isso, defendamos e salvaguardemos esta terra que Deus criou e n?o a delapidemos com uma irracional utiliza??o.

Roguemos ao Senhor porque este novo anivers?rio da nossa Independ?ncia seja um jubiloso ponto de chegada e um auspicioso ponto de partida para mais e melhor na nossa vida nacional.

Que a Virgem Imaculada aben??e estes nossos votos e os torne frut?feros.

Luanda aos 27 de Outubro de 2010.

Os Bispos da CEAST

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Publicado por verdenaranja @ 19:34  | Hablan los obispos
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