Martes, 23 de noviembre de 2010

Exhortaci?n que el Santo Padre Benedicto XVI ha dirigido a los Obispos de la Conferencia episcopal regional Sur 2 de Brasil, recibidos en audiencia el 5 de noviembre de 2010 con motivo de su visita Ad Limina.?

Venerados Irm?os no Episcopado,

?O Deus da esperan?a vos encha de toda a alegria e paz em vossa vida de f?, para que abundeis na esperan?a pelo poder do Esp?rito Santo? (Rm 15, 13) a fim de guiar o vosso povo ? plenitude da salva??o em Cristo. De cora??o sa?do a todos e cada um de v?s, amados Pastores do Regional Sul 2 em Visita ad limina Apostolorum, e agrade?o as palavras que me dirigiu o vosso Presidente, Dom Moacyr, fazendo-se int?rprete dos sentimentos de comunh?o que vos unem ao Sucessor de Pedro. Por isso vos estou grato. Esta casa ? tamb?m a vossa: sede bem-vindos! Nela podeis experimentar a universalidade da Igreja de Cristo que se estende at? aos extremos confins da terra.

Por sua vez, cada uma das vossas Igrejas particulares, queridos Bispos, ? o generoso ponto de chegada de uma miss?o universal, o aflorar ?aqui e agora? da Igreja universal. Neste caso, a justa rela??o entre ?universal? e ?particular? verifica-se n?o quando o universal retrocede diante do particular, mas quando o particular se abre ao universal e se deixa atrair e valorizar por ele. Na id?ia divina, a Igreja ? uma s?: o Corpo de Cristo, a Esposa do Cordeiro, a Jerusal?m do Alto, esta Cidade definitiva que seria o objetivo mais profundo da cria??o querida como o lugar onde se realiza a vontade de Deus e a terra se torna c?u. Recordo-vos estes princ?pios, n?o porque os ignoreis, mas porque nos ajudam a bem situar as pessoas consagradas na Igreja. Com efeito, nesta, a unidade e a pluralidade n?o s? n?o se op?em mas enriquecem-se reciprocamente na medida em que procuram a edifica??o do ?nico Corpo de Cristo, a Igreja, por meio do ?amor que une a todos na perfei??o? (Cl 3, 14).

Por??o eleita do Povo de Deus, os consagrados e consagradas lembram hoje ?uma planta com muitos ramos, que assenta as suas ra?zes no Evangelho e produz abundantes frutos em cada esta??o da Igreja? (Exort. ap. Vita consecrata, 5). Sendo a caridade o primeiro fruto do Esp?rito (cf. Gl 5, 22) e o maior de todos os carismas (cf. 1 Cor 12, 31), a comunidade religiosa enriquece a Igreja de que ? parte viva, antes de tudo com o seu amor: ama a sua Igreja particular, enriquece-a com seus carismas e abre-a a uma dimens?o mais universal. As delicadas rela??es entre as exig?ncias pastorais da Igreja particular e a especificidade carism?tica da comunidade religiosa foram tratadas pelo documento Mutuae relationes, do qual est? longe tanto a id?ia de isolamento e de independ?ncia da comunidade religiosa em rela??o ? Igreja particular, como a da sua pr?tica absor??o no ?mbito da Igreja particular. ?Como a comunidade religiosa n?o pode agir independentemente ou como alternativa ou, menos ainda, contra as diretrizes e a pastoral da Igreja particular, assim a Igreja particular n?o pode dispor a seu bel-prazer, segundo as suas necessidades, da comunidade religiosa ou de alguns dos seus membros? (Doc. Vida fraterna em comunidade, 60).

Perante a diminui??o dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens. Bem sabemos, queridos Bispos, que as v?rias Fam?lias religiosas desde a vida mon?stica at? ?s congrega??es religiosas e sociedades de vida apost?lica, desde os institutos seculares at? ?s novas formas de consagra??o tiveram a sua origem na hist?ria, mas a vida consagrada como tal teve origem com o pr?prio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente. Por isso a vida consagrada nunca poder? faltar nem morrer na Igreja: foi querida pelo pr?prio Jesus como parcela irremov?vel da sua Igreja. Daqui o apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada ? um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, tamb?m a pastoral que visa promover as voca??es ? vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos.

Entretanto, como afirma o decreto conciliar Perfectae caritatis, ?a conveniente renova??o dos Institutos depende sobretudo da forma??o dos membros? (n. 18). Trata-se de uma afirma??o fundamental para toda a forma de vida consagrada. A capacidade formativa de um Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases sucessivas, est? no centro de todo o processo de renova??o. ?De fato, se a vida consagrada ?, em si mesma, uma progressiva assimila??o dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho ter? de durar a vida inteira para permear toda a pessoa (...) e torn?-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade. Assim entendida, a forma??o j? n?o ? apenas um tempo pedag?gico de prepara??o para os votos, mas representa um modo teol?gico de pensar a pr?pria vida consagrada, que em si mesma ? uma forma??o jamais terminada, uma participa??o na a??o do Pai que, atrav?s do Esp?rito plasma no cora??o os sentimentos do Filho? (Instr. Partir de Cristo, 15).

Pelo modo que considerardes mais oportuno, venerados Irm?os, fazei chegar ?s vossas comunidades de consagrados e consagradas, independentemente do servi?o claustral ou apost?lico que est?o desempenhando, a viva gratid?o do Papa que de todas e todos se recorda nas suas ora??es, lembrando em especial os idosos e doentes, quantos atravessam momentos de crise e de solid?o, quem sofre e se sente confuso e tamb?m os jovens e as jovens que hoje batem ? porta das suas Casas e pedem para se entregar a Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho. Agora, invocando o celeste patroc?nio de Maria, modelo perfeito de consagra??o a Cristo, confirmo-vos mais uma vez a minha estima fraterna e concedo-vos, extensiva a todos os fi?is confiados aos vossos cuidados pastorais, uma propiciadora B?n??o Apost?lica.


Publicado por verdenaranja @ 22:00  | Habla el Papa
 | Enviar